quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Como ter um corpo trincado sem suar

Você está prestes a descobrir como ter um físico incrível usando um antigo método de treinamento soviético que pode até parecer fácil — é isso mesmo, fácil no sentido de “não muito cansativo.” Você não correrá mais o risco de passar mal no banheiro ou de aumentar a velocidade dos seus batimentos cardíacos até a estratosfera. E ainda assim, você ficará mais rasgado do que nunca.
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(Foto: James Michelfelder)
COMO FUNCIONA:
Um treino no estilo circuito é geralmente brutal, alternando diferentes exercícios, sem descanso, até que você cuspa um pulmão para fora — esta é uma maneira de perder gordura. Entretanto, os cientistas esportivos da antiga União Soviética tinham uma forma melhor de atingir este objetivo. A chave está nas fibras musculares.
As fibras do tipo I são desenhadas para atividades de baixa intensidade e longa duração, como a corrida. As do tipo II são construídas para atividades explosivas de força, como a musculação. Os soviéticos descobriram que trabalhar repetidamente as fibras do tipo II até um nível de fadiga moderado, e depois deixá-las se recuperar completamente, fazia com que elas ganhassem mais características do tipo I. Ou seja, sua capacidade de trabalho aumentava. E uma capacidade de trabalho maior nas suas fibras musculares mais fortes significa conseguir fazer mais repetições, correr mais rápido e por mais tempo, e completar os treinos com mais energia do que nunca — fatores que aumentam o seu potencial de queima de gordura.
Surpreendentemente, a estrada para chegar a este nível de resistência é relativamente fácil: interrompa as séries antes de sentir os músculos queimando, descanse até se sentir pronto, e comece novamente. Como resultado, seus circuitos de musculação não o deixarão mais enjoado. Em cerca de seis semanas, teste o seu máximo de repetições em qualquer um dos exercícios, e você vai notar a mudança que ocorreu no seu corpo.
INSTRUÇÕES:
Alterne os dois treinos (A e B) fazendo um total de três sessões por semana. Você vai fazer o Treino A duas vezes na Semana 1, e o Treino B duas vezes na Semana 2. Você vai fazer os mesmos exercícios em cada sessão, mas com intensidades diferentes.
Faça os exercícios como um circuito, fazendo uma série de cada um deles, e descanse o quanto for necessário entre as séries. (Quando você conseguir conversar confortavelmente, está descansado o suficiente para continuar.) No entanto, não se sente — mantenha o seu descanso ativo caminhando um pouco. Repita o circuito por um período entre 20 e 30 minutos, parando quando você notar que a sua forma começou a ficar prejudicada.
Todas as roupas: ADIDAS
Aparelhos eletrônicos: 
VIVOFIT
Pavel Tsatsouline, antigo instrutor das forças especiais da União Soviética, atualmente trabalha como consultor para as unidades do exército e da polícia dos Estados Unidos. strongfirst.com
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(Foto: James Michelfelder)
TREINO A
1) Balançar o Kettlebel
Repetições: 10
Fique em pé e mantenha as pernas abertas, com os pés em uma largura entre o quadril e os ombros. Flexione o quadril para trás para que o peso balance entre as suas pernas — mantenha a parte inferior das costas formando seu arco natural. Em seguida, retorne seu quadril à posição inicial e permita que o movimento ajude a levantar o peso até a altura dos olhos.
TREINO B
1) Balançar o Kettlebel
Repetições: 20
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(Foto: James Michelfelder)
TREINO A
2) Flexões
Repetições: Faça um terço do seu máximo de repetições.
Mantenha seu abdômen contraído para que o corpo forme uma linha reta da cabeça aos pés. Abaixe o corpo até que o peito fique cerca de 2,5 centímetros do chão. Faça apenas um terço do total de repetições que você é capaz de fazer. Se o seu número máximo de flexões em uma série é 30, faça apenas 10.
TREINO B
2) Flexões
Repetições: Faça metade do seu máximo de repetições.
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(Foto: James Michelfelder)
TREINO A
3) Sprint ou Agachamento
Repetições: Corra 30 metros/faça agachamentos até se sentir levemente fatigado.
Para o sprint, eleve os joelhos e os braços enquanto corre. Toque o chão com a parte dianteira dos pés.
Para o agachamento, mantenha as pernas abertas na mesma largura dos ombros e os calcanhares levemente elevados (você pode pisar em duas anilhas, por exemplo). Posicione os dedos suavemente para fora, flexione o quadril e agache o máximo que conseguir sem perder o arco formado na parte inferior das costas.
TREINO B
3) Sprint
Repetições: 60 metros
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(Foto: James Michelfelder)
TREINO A
4) Fita suspensa
Repetições: Faça um terço do seu máximo de repetições.
Prenda a fita suspensa a um objeto forte e alto e estique os dois lados até a altura do quadril. Segure os cabos e segure-se neles, deixando que seu corpo forme um ângulo raso com o chão. Mantenha o abdômen contraído para que o corpo forme uma linha reta. Puxe-se para cima até que as cintas fiquem posicionadas ao lado do seu corpo.
TREINO B
4) Fita suspensa
Repetições: Faça metade do seu máximo de repetições.

Men’s FitnessPor Pavel Tsatsouline

O primeiro parque temático erótico será inaugurado em São Paulo em 2017

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Para quem, realmente, não gosta de separar sexo de diversão, a notícia é boa: o empresário Evaldo Shiroma, criador da Erótika Fair, está construindo o Erótikaland. E, sim, é exatamente o que você está pensando. 
Com lançamento previsto para final de 2017, o parque de 150 mil metros quadrados ficará na cidade de Piracicaba e conta com orçamento de R$ 80 milhões. Entre as atrações está o ‘Museu Erótico’, mostrando a evolução do sexo em ordem cronológica, o ‘Trem dos Prazeres’, que terá gogo boys e gogo girls durante o caminho, e a ‘Piscina de Nudismo’, onde só pode ingressar sem roupa. A novidade é o cinema 7D que vai proporcionar sensações como frio, calor e vibrações durante a exibição de um filme…. erótico.
Além das atrações, há um restaurante com cardápio de comidas afrodisíacas e um hotel, onde poderão se hospedar por dias ou horas, como um motel.
(Divulgação / Erótika Fair)












Dois mortos, sete detidos e uma mulher-bomba em operação policial ao norte de Paris

Operação policial foi na região norte da cidade de Paris. (AFP)
Operação policial foi na região norte da cidade de Paris. (AFP)

O mistério sobre se o suposto mentor dos atentados de Paris estaria entre os mortos durante a operação da polícia em um apartamento de um subúrbio da capital francesa permanecia sem elucidação na noite desta quarta-feira.
Na operação lançada em Saint-Denis, ao norte de Paris, foram detidas oito pessoas e pelo menos duas morreram, informou o procurador encarregado da investigação do massacre da sexta-feira.
"Um novo comando de terroristas foi neutralizado e tudo leva a crer (...) que este comando poderia passar à ação" e cometer um atentado, acrescentou François Molins.
Cento e dez policiais de elite, dos quais cinco ficaram feridos, lançaram o ataque da madrugada em pleno centro de Saint-Denis em busca do suposto mentor, o belga Abdelhamid Abaaoud.
Este jihadista de 28 anos, também conhecido como Abu Omar al Baljiki ("o belga"), foi à Síria em 2013. Um ano depois, burlou os serviços de Inteligência viajando para a Europa para preparar atentados na Bélgica, que foram desbaratados.
Em Saint-Denis, os agentes das forças de ordem foram recebidos com disparos.
A operação durou sete horas e paralisou o bairro. "Parecia que estávamos em guerra", contou Hayat, uma testemunha de 26 anos.
Os mortos são uma mulher que estava dentro do imóvel e detonou o colete com explosivos que vestia - algo sem precedentes na França - e um homem com o corpo "crivado de balas", encontrado sob os escombros.
O prédio corria o risco de desabar, o que complicava o trabalho dos investigadores.
Consequentemente, o procurador disse que não podia fornecer o número exato de mortos, nem as suas identidades.
A única certeza - segundo ele - é que nem Abaaoud nem Salah Abdeslam, suspeito de ter participado de um dos três comandos responsáveis pelo massacre da sexta-feira, estavam entre os detidos, cuja "identidade está sendo verificada".
Mais bombardeios
Em cinco dias de investigação, os policiais conseguiram remontar a pista e estabelecer a sequência de ataques, "atos de guerra planejados na Síria, organizados na Bélgica e cometidos na França" com cúmplices franceses, segundo o presidente François Hollande.
Nove homens participaram dos atentados: três suicidas nas imediações do Stade de France, em Saint-Denis, outros três na casa de shows Le Bataclan e mais três que atiraram indiscriminadamente contra bares e restaurantes.
Logo antes do ataque ao Bataclan, alguém enviou a mensagem de texto "vamos lá, vamos começar" de um telefone celular, encontrado em uma lata de lixo no exterior do local, onde morreram 89 pessoas, explicou o procurador de Paris.
Dos sete suicidas, quatro foram identificados, todos franceses, dos quais pelo menos três combateram na Síria. Um dos outros três é um homem que levava consigo um passaporte sírio, de autenticidade duvidosa, com o qual entrou na Grécia recentemente.
A polícia procura Salah Abdeslam, de 26 anos, suspeito de ser um dos atacantes que metralharam na noite de sexta-feira de um carro vários terraços de cafés e restaurantes juntamente com o irmão, Brahim, que detonou os explosivos que levava consigo no meio da rua.
Outro atacante também pode estar foragido, a não ser que seja um dos supostos dois cúmplices detidos em Bruxelas e denunciados por participar de "atentado terrorista".
A investigação se concentra ainda em outros dois irmãos jihadistas, Fabien e Jean-Michel Clain. As vozes deles aparecem na reivindicação dos ataques, feitas pelo EI.
Depois da tragédia, a França prometeu uma resposta impiedosa e contra-atacou.
O porta-aviões Charles de Gaulle zarpou nesta quarta-feira rumo ao Mediterrâneo oriental, aonde chegará no próximo fim de semana para intensificar a luta contra o EI.
Pela terceira noite seguida, aviões franceses bombardearam Raqa, reduto da organização jihadista no norte da Síria, assim como fazem os russos em represália ao atentado contra um avião no Sinai egípcio.
Em 72 horas, 33 jihadistas morreram atingidos pelas bombas, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
'Não ceder ao medo'
Na sequência da França e dos Estados Unidos, os russos se propõem a atacar alvos vinculados ao petróleo, a principal fonte de financiamento do EI.
Em Paris, o governo apresentou um projeto de lei para prorrogar por três meses o estado de emergência, que será votado nesta quinta e sexta-feira pelo Parlamento. Desde os atentados, a polícia fez 400 revistas, deteve 60 pessoas e pôs outras 118 sob prisão domiciliar.
Não há que "ceder ao medo" nem cair nos estigmas, pediu Hollande aos franceses, comovidos por esta segunda onda de atentados depois dos de janeiro contra o periódico satírico Charlie Hebdo e um supermercado kosher.
A comunidade muçulmana reagiu. As quase 2.500 mesquitas do país receberão um "texto solene" de condenação dos atentados para que o leiam durante a oração de sexta-feira.
O governo francês anunciou a proibição das manifestações previstas para 29 de novembro e 12 de dezembro em Paris, por ocasião da conferência sobre a mudança climática (COP21), que será inaugurada por líderes de todo o mundo.
Enquanto o país tenta voltar à normalidade, em Marselha (sul) três indivíduos feriram a facadas na noite desta quarta-feira um professor de escola judaica e dirigiram a ele insultos anti-semitas. Ato contínuo, fugiram.

Traída, cinquentona transou com 32 homens e publicou livro

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(Divulgação / Gabriel Cabral)
Encontrei Isabel Dias no café de um shopping paulistano. Uma mulher elegante, discreta, educadíssima, entre os cinquenta e sessenta anos (não adianta perguntar: ela não revela a idade). Dei um gole demorado no suco enquanto imaginava por onde começaria esta entrevista.
Pelas infidelidades do ex-marido que culminaram no divórcio após 32 anos de casamento? Ou pelas histórias de cada um dos 32 homens com quem transou motivada por um desejo de vingança? Pela coragem de lançar publicamente essas aventuras sexuais, sem deixar de fora nem mesmo sua estreia no swing? Ou, ainda, pela redescoberta de seu valor e da própria sexualidade?
Com sua voz serena e a maior naturalidade do mundo, Isabel me falou de vibrador, preconceito, monogamia, orgasmo, liberdade, fetiche, exposição. Na mesa ao lado, um de seus três filhos aguardava o fim da nossa conversa. Veio dele a ideia e o incentivo de transformar a jornada erótica da mãe no livro “32 – um homem para cada ano que passei com você”, espécie de diário em que relata todos os encontros.
NATHALIA - Como você reagiu ao descobrir as infidelidades do seu ex-marido?
ISABEL - Recebi uma ligação anônima dizendo que meu marido tinha uma namorada. Questionei e ele admitiu que havia sido um “affair”, mas eu era a “mulher de sua vida”. Mesmo assim fiquei muito insegura, não acreditava mais nele - dormia com um olho aberto e outro fechado. Passei cinco anos sem coragem de procurar mais a fundo porque teria que abrir mão da nossa vida estável e dos planos para o futuro. Quando resolvi descobrir tudo, assumi de uma vez para mim e para a família.
NATHALIA - Não pensou em dar o troco enquanto estava casada?
ISABEL - Não era de bom tom. Eu era uma senhora… O mais importante pra mim era manter o meu projeto de vida ao lado dele até o final. Antes de nós nos perdermos, tivemos muitos momentos felizes. Ele era um bom pai também.
NATHALIA - Até então, ele havia sido seu único “homem”. A vida sexual no casamento te satisfazia?
ISABEL - Naquela época, eu achava que aquilo era ótimo e me bastava porque não tinha referências. Nunca imaginei buscar outras coisas no sexo. De repente, depois do divórcio, descobri que o mundo tem um monte de possibilidades.
NATHALIA - Em que estado emocional você estava assim que se separou?
ISABEL - Eu me sentia uma “merdinha”. Achei que tivesse acabado como mulher, que a culpa era minha porque não o satisfazia e ele precisou buscar mais quatro fora. Minha autoestima ficou lá embaixo e eu acreditava que jamais conseguiria me reerguer… Me mudei para São Paulo, procurei uma terapeuta e voltei a trabalhar.
NATHALIA -  O que esperava ao criar um perfil num site de relacionamentos sob o pseudônimo de Estela Andrade?
ISABEL - Viver fortes emoções, mostrar a mim mesma que eu podia e não era aquela “merdinha”. O direito do recomeçar e da sexualidade é de todo mundo. Não preciso me esconder dentro de casa porque sou mulher e tenho quase 60 anos. Comecei a receber diversas mensagens de homens interessados. Mas tinha medo do perigo real de encontrar e ir para a cama com um cara desconhecido. De me assaltarem, me sequestrarem. Também não queria encontrar uma pessoa carente demais para me sufocar. Nem me apaixonar.
NATHALIA - A vingança foi o que te motivou no projeto de sair com 32 homens. Isso mudou com o tempo?
ISABEL - Sim. Era uma raiva muito grande. Depois fui me descobrindo, como se subisse degraus de uma escada ao longo das experiências que vivi. A mulher que acabou esse projeto não é a mesma que começou. Aquela que saiu com o primeiro homem tinha a insegurança de vestir dez roupas, se preocupava se ele ia gostar dela, estava cheia de preconceitos em relação ao sexo.
NATHALIA - Numa das passagens do livro, um homem pede que você se admire diante do espelho. Por que foi tão difícil?
ISABEL - As imperfeições do tempo. Olhar para o corpo e não é mais aquilo que foi um dia. A minha maior vergonha de sair com um cara era tirar a roupa. Ficava imaginando que, na hora de tirar o sutiã, o peito iria cair. Que ele enxergaria as minhas celulites. Mas, enquanto eles me diziam que eu era linda, fui aprendendo a me olhar com mais generosidade – meu espelho interior estava muito deturpado. E isso foi incrível para mim: vi que podia botar decote, roupa justa e me achar uma delícia na meia idade.
NATHALIA - Você saiu com muitos homens casados. Pensou nas mulheres traídas, como você foi um dia?
ISABEL - Aprendi a ser mais racional e egoísta, sim. Pensava: “Eu não tenho nada com isso, não quero saber se é casado, se está feliz ou não, nem qual o telefone da casa dele”. Não cabia a mim discutir a relação dele com outra pessoa. Às vezes o corpo manda mais que o coração. Eu queria um bom momento e só. Pegava emprestado um pouco, deixava claro que não me interessava namorar e casar. Não faria nada para expor e prejudicar alguém num relacionamento.
NATHALIA - Um dos seus encontros foi com um vibrador, dentro do carro, parada no trânsito. Era também uma novidade pra você?
ISABEL - Sim! Ele é meu companheiro. Descobri que não preciso de um homem para ter prazer – embora seja melhor com um. Você tem que se conhecer, saber do que (e como) você gosta. Até pra dizer pro parceiro. E esse é um processo solitário. Na minha época, a mulher não podia se tocar, ouvia o tempo todo “tira a mão daí”. Ela era conduzida no sexo, não conduzia. Experimentei brinquedos eróticos depois de me separar: no casamento o sexo era uma coisa pra cumprir tabela. Não tinha incentivo, conhecimento, autoconfiança. Eu não investia em fantasia sexual, lingerie etc. Hoje visto uma calcinha fio dental, aquela que tem zíper na frente…
NATHALIA - Aliás, você realizou fetiches como transar em lugares “perigosos” como um escritório lotado de gente, sexo de olhos vendados, ménage a trois, swing…
ISABEL - Ah, foi maravilhoso! Só a preparação para uma aventura sexual já é deliciosa – às vezes mais do que realizá-la. Essa coisa de botar um vestido sem calcinha e ir andando até o escritório do cara, saber que os funcionários estavam todos do lado de fora da sala, que a porta não estava trancada, que precisaríamos abafar os gemidos… Transar com uma mulher e, depois, com várias pessoas num swing também foi superar preconceitos. Sempre gostei de literatura erótica e, quando desconhecia um fetiche, ia pesquisar. Ainda tenho alguns pra fazer.
NATHALIA - Que situações te surpreenderam ou te broxaram?
ISABEL - Fiquei em choque quando um cara finalizou numa “espanhola” (ejacular entre os seios). Nem sabia que existia isso. Acho que deve ser coisa de jovens com medo de engravidar alguém. Mas eu broxava com dois tipos de situações. Com o homem egoísta, aquele que não se preocupava com o meu prazer. Não existe isso de “gozou, vira para o lado”. Primeiro eu, meu bem, depois você. Se segura, malandro (risos). Também não curto o jogo de submissão e dor. Um dos homens me disse: “Você tem que fazer isso porque eu quero”. Não, foda-se você. Nunca fiz nada que eu não quisesse.
NATHALIA - Você fingiu orgasmos?
ISABEL - Não, acho que não. Ao mesmo tempo que o orgasmo é a cereja do bolo, o prazer durante o sexo compensa. Às vezes, a situação era tão excitante que eu me segurava para aproveitar mais.
NATHALIA - Teve a impressão de que os encontros eram superficiais? Necessidade de um vínculo maior?
ISABEL - Não estava preparada para ter um vínculo mais íntimo. Dar o corpo é diferente de dar a alma para alguém. Não queria mergulhar naquela rotina desgastante, na posse etc. Eu fiz boas amizades com alguns deles e isso bastava. A superficialidade depende: no segundo ou terceiro encontro você pode realmente trocar com o outro e estar mais presente do que com alguém com quem você dorme toda noite ao lado e não tem mais nenhuma ligação, não sabe o que ele fez durante o dia, o que está pensando etc.
NATHALIA - Como surgiu a ideia do livro?
ISABEL - Minha psicóloga sugeriu que eu botasse no papel as histórias para que, quando me sentisse deprimida, lembrasse das boas experiências e da superação. Mandei capítulos para um dos meus filhos, ele me apoiou e disse que eu tinha um livro nas mãos.
NATHALIA - Por que publicar com o seu nome verdadeiro? Não teve receio da exposição?
ISABEL - Se eu não mostro a cara e invento um nome, vira um romance, uma ficção que qualquer um poderia escrever. Tive muito medo. A primeira coisa que fiz foi ouvir os meus três filhos. Eles ficaram bastante assustados, mas em nenhum momento disseram “não faça”. Só comuniquei o resto da família - eu não poderia sair de uma tutela de 32 anos de casamento e passar para uma tutela familiar. A minha geração, dos 1960, é praticamente um rascunho da independência e da liberdade feminina. Se me escondesse, faria o contrário do que preguei na juventude. Por que eu não poderia falar, se sou independente e livre? A vida é muito curta pra ligar pros julgamentos morais.
NATHALIA - Você percebe a bandeira feminista que está levantando?
ISABEL - Não é questão de levantar bandeira nenhuma. Só quero ser feliz. Eu posso, você pode, todo mundo pode. Meu corpo, minhas regras.
NATHALIA - O assédio aumentou depois do lançamento do livro?
ISABEL - De vez em quando recebo mensagens no Facebook do tipo “sou fulano, tenho tantos anos, meu telefone é tal”. Como se eu estivesse sentada esperando um homem pra vida… Não conseguem entender que a escolha é minha.
NATHALIA - O seu ex-marido leu?
ISABEL - Não sei, não tenho contato com ele. Foi bom enquanto durou, hoje não sinto mais nada. Nem raiva. Quando meu divorcei, achei que minha vida tivesse acabado. Acabou, sim, mas só aquele ciclo. Hoje é outra vida.
*Nathalia Ziemkiewicz é jornalista, educadora sexual e idealizadora do blog Pimentaria. Quer apimentar o mundo com informação e bom-humor.      

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Bispo Dom Paulo Jackson anuncia mudanças de padres na Diocese de Garanhuns



Acompanhe, na íntegra o comunicado do Bispo Diocesano de Garanhuns:

Prezados irmãos e irmãs, graça e paz!
Nosso Senhor Jesus Cristo nos convoca a sermos servidores em plena consonância com a sua própria diaconia. O mundo nos apresenta cotidianamente novos e profundos desafios. Tendo em vista essas duas premissas e baseados no Cânon 523 do Código de Direito Canônico, queremos, por meio deste “Comunicado”, dar ao conhecimento da Diocese de Garanhuns as transferências de padres e diáconos realizadas nesta data.
Considerando:
a) Que o tempo razoável para a permanência dos párocos à frente de suas respectivas paróquias é de seis anos (CDC, Cân. 522; cf. Legislação Complementar da CNBB), pois esse período é suficiente para se desenvolver um ciclo de projetos ou de reestruturações físicas, pastorais e missionárias;
b) Que as transferências foram fruto ou de pedido explícito da parte do padre ou de profundo diálogo com os atores envolvidos, realizado num clima de liberdade e de plena aceitação, visando ao bem da Igreja;
c) Que, antes de fazermos as nomeações, consultamos o Conselho Presbiteral Diocesano com o intuito de clarear o perfil de padre para o perfil de paróquia;
d) Que não aceitamos trocas cruzadas entre padres e que, na medida do possível, com a transferência do pároco, devem também ser transferidos os vigários paroquiais, a fim de dar mais liberdade ao novo pároco que chega.

Assim, decidimos as seguintes nomeações:
1) LAJEDO (Paróquia de Santo Antônio): Pe. Marcos André Ferreira Gomes (Pároco); Pe. Edson Alves Viana (Vigário Paroquial); Diácono Pedro Igor Leite da Silva (colaborador e, depois da ordenação presbiteral, Vigário Paroquial);

2) ANGELIM (Paróquia de São José): Pe. Valdevan Bezerra dos Santos (Pároco);

3) ITAÍBA (Paróquia de Nossa Senhora Mãe dos Homens): Pe. José Aldo Mariano da Silva(Administrador Paroquial); Pe. Pedro Ferreira Sobrinho (Vigário Paroquial);

4) PANELAS (Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios): Pe. Cícero Félix da Silva (Pároco);

5) PALMEIRINA (Paróquia de Nossa Senhora da Conceição): Mons. Carlos André Vieira Alexandre Paes (Pároco);

6) CORRENTES (Paróquia de Nossa Senhora da Conceição): Pe. Francisco Carlos Palmeira Nunes(Pároco);

7) PARANATAMA (Paróquia de São Luís Gonzaga): Pe. Antônio Carlos Lins de Queiroz (Pároco); Pe. Ednaldo Ramos de Amorim (Vigário Paroquial);

8) BREJÃO (Paróquia da Santa Cruz): Mons. Alexandre de Melo Castanha Neto (Pároco);

9) SÃO BENTO DO UNA (Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Fátima): Pe. Antônio Elias dos Santos Filho (Pároco);

10) TEREZINHA (Paróquia de Santa Teresinha e dos Santos Luís e Zélia): Pe. Marcos Antônio Silva Serafim (Pároco);

11) ÁGUAS BELAS (Paróquia de São Sebastião): Pe. José Evandro da Silva (Pároco);

12) BOM CONSELHO (Paróquia de Jesus, Maria e José): Pe. José Gomes de Lima (Vigário Paroquial);

13) SÃO JOÃO (Paróquia de São João Batista): Mons. José do Patrocínio dos Santos (Vigário Paroquial);

14) SALOÁ (Paróquia de São Vicente de Paulo): Diácono Fábio Soares de Barros (colaborador e, depois da ordenação presbiteral, Vigário Paroquial);

15) SEMINÁRIO N.SRA. DAS DORES (Caruaru): Pe. Jeová Ribeiro Faustino (Formador).

16) CAPOEIRAS (Paróquia de São José): Pe. Jeová Ribeiro Faustino (Vigário Paroquial);

17) GARANHUNS (Paróquia de São Sebastião): Pe. Gabriel Belo Cavalcante (Pároco);

18) GARANHUNS (Quase-Paróquia – divisão da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – eSantuário da Mãe Rainha): Pe. José Émerson Alves da Silva (Administrador Paroquial e Capelão do Santuário); Pe. Silvano Machado da Silva (Vigário Paroquial);

19) GARANHUNS (Paróquia de Santo Antônio): Mons. Benevenuto Sátiro de Araújo (Vigário Paroquial); ademais: Diretor Espiritual no Seminário Propedêutico (Garanhuns);
Convocamos todas os padres e diáconos a serem transferidos para uma reunião no dia 1o de dezembro às 09h00 no Seminário São José (Garanhuns). Solicitamos, outrossim, que os párocos e administradores paroquiais iniciem o processo de transição conforme estabelecido nas determinações emanadas recentemente.
Profundamente agradecido a todos pela disponibilidade, aproveitamos a ocasião para pedir aos fiéis que acolham os seus respectivos pastores com solicitude e os acompanhe desde agora na oração.
Passado na Cúria Diocesana de Garanhuns sob o patrocínio de São José. 

X Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Bispo Diocesano de Garanhuns