terça-feira, 17 de março de 2015

Aécio: oposições pedirão abertura de investigação em relação à presidente Dilma

A presidente Dilma Rousseff sanciona o Código de Processo Civil durante cerimônia no Salão Leste do Palácio do Planalto, em Brasília, na tarde desta segunda-feira


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta terça-feira que a legenda irá endossar o pedido do PPS para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, autorize investigação sobre a presidente Dilma Rousseff no processo da Lava Jato.

Na última nesta sexta-feira, o PPS apresentou pedido para que o ministro, relator dos processos no STF, reconsidere a decisão em que a presidente Dilma não será investigada nos desvios ocorridos na Petrobras. A decisão de Teori Zavascki foi tomada com base no entendimento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que informou ao STF que a presidente Dilma foi mencionada em depoimentos de delação premiada da Operação Lava Jato, mas essas menções não eram passíveis de apuração.

Em despacho ao Supremo, Janot explicou que a Constituição não permite que o chefe do Executivo seja investigado por qualquer ato sem relação com o exercício do cargo da Presidência da República, durante a vigência do mandato. "Amanhã (18), a partir de uma iniciativa do PPS, os partidos de oposição estarão buscando se encontrar com o ministro Teori... as oposições em razão das citações dos depoimentos da delação premiada vão pedir que se abra investigação em relação à presidente República", afirmou Aécio Neves.


O presidente do PSDB lembrou também do pedido de investigação feita ontem pelo Ministério Público Federal contra o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. "A denúncia tem como base a afirmação do Ministério Público, que obviamente poderá, ou não, ser comprovada, que o dinheiro da propina alimentava campanhas eleitorais do PT. Isso é extremamente grave e se comprovada teremos um quadro até do ponto de vista jurídico diferente no país", afirmou o tucano. Ele fez menção ainda às declarações da presidente Dilma que considerou em entrevista coletiva realizada ontem que a corrupção é uma "velha senhora" em referência ao fato de que ela não ocorre apenas no período do governo do PT. 

"A presidente da República tem razão apenas em uma questão, quando ela diz que a corrupção é uma velha senhora no Brasil, uma senhora idosa. É verdade. Só que essa velha senhora nunca se vestiu tão bem, nunca esteve tão assanhada como nestes tempos de PT. Na verdade, essa velha senhora hoje veste Prada e usa uma estrela vermelha no peito", afirmou o tucano.

O senador também criticou o posicionamento do ministro Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da presidência) de que as manifestações realizadas no último domingo em todo o País foram feitas por aqueles que não votaram na presidente Dilma nas eleições do ano passado. "Essa crise ainda é maior porque me parece que o governo não entendeu absolutamente nada do que está acontecendo. O ministro Rossetto que tem uma conclusão extremamente curiosa: aqueles que estiveram nas ruas foram os eleitores do adversário e não da presidente e por isso tudo está bem. Se isso fosse verdade, certamente o Brasil teria um outro governo e nós seríamos poupados de uma manifestação tão patética como essa".

domingo, 15 de março de 2015

Manifestações contra Dilma reúnem 1,5 milhão em todo o país



Cerca de 1,5 milhão de brasileiros protestaram neste domingo de forma pacífica em todo o país contra a presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um complexo coquetel de tensão social, polícia e econômica derivado de grandes escândalos de corrupção como a Petrobras.
O maior protesto foi registrado em São Paulo, que reuniu um milhão de pessoas, segundo a polícia, vestidas em sua maioria com as cores da bandeira brasileira.
As manifestações também congregaram outro meio milhão de pessoas em 83 cidades, em protestos que igualaram em tamanho os realizados em junho de 2013, quando os brasileiros saíram espontaneamente às ruas para pedir o fim da corrupção e mais gastos com transportes, saúde e educação, no lugar de investimento do dinheiro público na Copa do Mundo.
Grande parte dos manifestantes exigiu, neste domingo, o "impeachment" da presidente, que começou seu mandato há menos de três meses depois de ser reeleita em outubro por uma pequena margem de 3%.
Muitos também pedem a intervenção militar para acabar com mais de 12 anos de governo de esquerda do PT, um paradoxo em um dia em que se comemora, justamente, os 30 anos da volta da democracia ao Brasil após a longa ditadura iniciada em 1964.
Era praticamente impossível caminhar entre a multidão que lotou os 4 km da Avenida Paulista.
"Hoje, somos milhares de pessoas que pedem o 'impeachment'. O governo está numa situação lamentável", declarou à AFP Rubens Nunes, assessor jurídico do Movimento Brasil Livre, um dos grupos que organizaram o protesto pelas redes sociais.
Os protestos também são muito maiores do que aqueles convocados na sexta-feira em apoio à Dilma e à Petrobras por sindicatos e movimentos sociais ligados ao PT. Segundo os organizadores, 175 mil pessoas foram às ruas na sexta, e 33 mil, de acordo com a polícia.
Fartos da corrupção
Entre 45 mil e 50 mil pessoas também marcharam até o Congresso, em Brasília, entre eles o empresário de construção civil Alessandro Braga, de 37 anos, acompanhado da mulher e do filho pequeno em um carrinho.
"Apoio a saída de Dilma. Os maiores escândalos de corrupção ocorreram durante seu governo, e ela não disse nada", argumentou.
O cansaço com a corrupção revelada parece ser o denominador comum dos manifestantes, embora as demandas variem, indo de um golpe militar até a proteção do Aquífero Guarani.
"O Brasil está sendo destruído. Apenas as Forças Armadas podem salvar o país", afirmou a fisioterapeuta Ana Paula do Valle, de 52 anos.
Já avenida Atlântica, em Copacabana, foi tomada por cerca de 15 mil pessoas - segundo a polícia - aos gritos de "Fora Dilma, fora PT!" e, assim como aconteceu em muitas cidades, os manifestantes cantaram o Hino Nacional.
A produtora de TV, Rita Souza, de 50 anos, exibia um cartaz com as palavras "Intervenção militar já".
"Não estou pedindo um novo golpe de Estado, e sim uma intervenção constitucional para convocar novas eleições limpas, sem urna eletrônica, sem manipulação do PT. Que vão todos para Cuba!", declarou à AFP.
A popularidade de Dilma caiu 19 pontos em fevereiro, ficando em 23%, e a presidente sabe que a situação é complicada.
A economia cresceu muito pouco nos últimos quatro anos e está estagnada, há déficit de contas públicas, da balança comercial e inflação elevada (7,7%, em 12 meses), e o real se desvalorizou quase 30% em um ano.
O governo promove um ajuste fiscal para pôr a casa em ordem, mas isso não é aprovado por uma parte da esquerda.
A isso tudo se soma ainda a tensão política e a incerteza causadas pelo enorme esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. Dezenas de políticos - incluindo 22 deputados, 13 senadores e dois governadores - são investigados por suposto envolvimento. A maioria pertence ao PT, ou a partidos que integram a coalizão do governo.
Dilma defendeu o direito de manifestação livre em um vídeo postado em seu Facebook. Há alguns dias, ela lembrou que não é possível realizar um terceiro turno das eleições, pois isso representaria uma "ruptura democrática".
Corrupção e impunidade
Ao final deste domingo, dois ministros de Dilma deram uma coletiva de imprensa e afirmaram que o governo anunciará nos próximos dias "um conjunto de medidas para combater a corrupção e a impunidade" e enviará o texto ao Congresso para sua aprovação.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarou que o "atual sistema eleitoral anacrônico é a principal porta de entrada da corrupção" e que, por isso, é urgente uma reforma política que ponha fim ao financiamento empresarial das campanhas eleitorais.
"As manifestações contrárias ao governo são legítimas. O que não é legítimo é o golpismo, a violência, o 'impeachment' infundado que danifica a democracia", declarou, por sua vez, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto.
As manifestações tiveram o apoio do PSDB. Seu presidente, Aécio Neves, que perdeu a eleição para Dilma, não protestou nas ruas, mas alertou em um vídeo postado no Facebook que "o caminho está apenas começando".
"Não vamos nos dispersar!", proclamou.
"O governo deve descer do pedestal, convocar a sociedade civil, seus aliados, convocar o país para tentar uma espécie de pacto porque pode estar em jogo sua própria sobrevivência", disse à AFP o analista político brasiliense André César.

PARA SEMPRE ALICE - Estréia nos cinemas

Para Sempre Alice / Rovi

SINOPSE   DRAMA, FAMÍLIA

A professora de linguística Alice Howland tem seu relacionamento com seu marido e três filhos testado quando é diagnosticada com início de Alzheimer.

BBBs que não posaram nuas

Vanessa Pascale, do BBB 1
Andrea Guerrero, do BBB 3
Inês, do BBB 6
Analy, do BBB 7
Ana Carolina Madeira, do BBB 9
Maira Cardi, do BBB 9
Fernanda Cardoso, do BBB 10
Talula Pascoli, do BBB 11

segunda-feira, 9 de março de 2015

FHC diz que impeachment de Dilma 'não adianta nada'

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SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta segunda-feira, 9, que um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff "não adiantaria nada".
"Tirar a presidente da República não adianta nada. O que vai fazer depois?", questionou o tucano durante um seminário no Instituto FHC, na capital paulista. 
O tucano deu a declaração um dia depois do panelaço contra Dilma no qual manifestantes xingaram a petista e também pediram sua renúncia durante a transmissão do pronunciamento oficial da presidente na TV. 
Durante o seminário, o ex-presidente realizou uma análise sobre o cenário político e econômico do País e teceu uma série de críticas ao modelo de gestão do PT na Presidência. 
FHC afirmou que o modelo de presidencialismo de coalização, chamado pelo tucano como de "presidencialismo de cooptação", está exaurido. Para o tucano, o sistema político está "totalmente espatifado". 
"Um congresso que tem 20 e poucos partidos e um governo que tem 40 e poucos ministérios é receita para não dar certo. Não pode funcionar", afirmou ele. 
"Esse modelo que eles chamaram de presidencialismo de coalização está exaurido. E não é de coalização. É de cooptação. Isso se arrebentou. Não tem mais Tesouro para sustentar essa farra toda. O sistema políticos está totalmente espatifado". 

Dilma afirma que é preciso ter razões para pedir impeachment

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BRASÍLIA - Às vésperas da realização de uma série de manifestações pró-impeachment em diversas cidades brasileiras, marcadas para o próximo domingo, 15, a presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira, 9, que a sociedade brasileira está amadurecida e não vai aceitar "rupturas democráticas". Dilma, no entanto, afirmou que os panelaços promovidos por brasileiros nesse domingo, durante a exibição do seu pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, são fato "da regra democrática".
"Eu acho que há de caracterizar razões para o impeachment, e não o terceiro turno das eleições. O que não é possível no Brasil é a gente também não aceitar a regra do jogo democrático. A eleição acabou, houve o primeiro e o segundo turno", disse Dilma a jornalistas, depois de participar de solenidade no Palácio do Planalto em que sancionou lei que tipifica o crime do feminicídio.
"Terceiro turno das eleições para qualquer cidadão brasileiro não pode ocorrer, a não ser que você queira uma ruptura democrática. Se quiser uma ruptura democrática, eu acredito que a sociedade brasileira não aceitará rupturas democráticas e acho que nós amadurecemos suficiente para isso", prosseguiu a presidente. 
Questionada pelo Broadcast Político se as manifestações pró-impeachment seriam legítimas, Dilma respondeu: "Convocar, quem convocar, convoque do jeito que quiser, ninguém controla quem convoca. A manifestação vai ter as características que tiver seus convocadores. Ela em si não representa nem a legalidade nem a legitimidade de pedidos que rompem a democracia."
Panelaço. Sobre a manifestação de brasileiros com "panelaços" e vaias durante a transmissão do pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão neste domingo, Dilma disse que na democracia é preciso "conviver com a diferença".
"O Brasil tem uma característica que eu julgo muito importante e que todos nós temos de valorizar, que é o fato de que aqui as pessoas podem se manifestar, e têm espaço para isso, e têm direito a isso. Eu sou de uma época que, se a gente se manifestasse, fizesse alguma coisa, acabava na cadeia, podia ser torturado ou morto. O fato de o Brasil evoluir, passar pela Constituinte de 1988, passar por processos democráticos e garantir o direito de manifestação é algo absolutamente valorizado por todos nós, que chegamos à democracia e temos de conviver com a diferença", afirmou.
"O que nós não podemos aceitar é a violência, qualquer forma de violência não podemos aceitar, mas manifestação pacífica elas são da regra democrática", ressaltou a presidente.

Existe base para o impeachment de Dilma?

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Desde que assumiu o segundo mandato, no último mês de janeiro, a presidente Dilma Rousseff tem sofrido pressão de grupos que pedem o impeachment dela do cargo. Ainda no ano passado, após a reeleição da petista, houve manifestações convocadas pedindo sua saída - alguns protestos chegaram até a pedir a volta da ditadura militar.
Com a crise econômica, o dólar em alta e a inflação batendo recordes, a pressão popular sobre Dilma tem se intensificado. No último domingo, durante o primeiro pronunciamento da presidente em rede nacional neste ano, um 'panelaço' foi registrado em várias capitais, com moradores saindo em suas janelas para gritar palavras de ordem contra a petista. Além disso, há um grande protesto sendo convocado nacionalmente para o próximo dia 15 de março que deve pedir a saída da presidente do cargo.
Mas existe base para sustentar um pedido de impeachment?
A BBC Brasil conversou sobre o assunto com alguns dos mais renomados juristas do país, que fazem análises distintas sobre a possibilidade de um eventual afastamento da presidente do cargo. Confira:

Existe base jurídica para um pedido de impeachment de Dilma?

No início de fevereiro, o jurista e professor emérito do Mackenzie Ives Gandra Martins divulgou no jornal Folha de S. Paulo um trecho do parecer jurídico que escreveu a respeito de um possível impeachment de Dilma Rousseff. Nele, Martins conclui que há fundamentação jurídica para um processo como esse, baseando-se na hipótese de culpa da presidente diante dos escândalos que têm sido revelados envolvendo desvios de dinheiro público na Petrobras.
"O que é culpa? Imperícia, negligência, imprudência ou omissão. Dilma foi presidente do Conselho Administrativo da Petrobras e não diagnosticou os erros no contrato (da refinaria) de Pasadena. Ela manteve a direção da empresa, sendo que a empresa foi saqueada durante oito anos, e ela permitiu isso primeiro como presidente do Conselho, depois como ministra das Minas e Energia, por último como presidente", disse o jurista à BBC Brasil. "É um caso de culpa, que pode ser considerado no crime de improbidade administrativa e, portanto, tem base jurídica."
Para o jurista e professor de Direito Administrativo da PUC-SP Celso Antônio Bandeira de Mello, porém, não há nada que evidencie a relação de Dilma com os escândalos da Petrobras. "Precisaria ser algo muito mais forte, que vinculasse muito diretamente a presidente à prática criminosa. Nesse caso, não há fatos", afirmou. "Não tem nenhum sentido falar nisso. Se for assim, todos os presidentes do mundo podem sofrer impeachment, nenhum iria escapar. Isso não passa de esperneio político, eles querem ganhar a eleição no tapetão."
Gandra Martins rebate: "Se eu sou diretor de uma empresa, essa empresa é saqueada por oito anos, em bilhões de reais, será que ninguém percebeu? Então ela deixou que a empresa fosse saqueada."
Mas na visão Bandeira de Mello, a articulação pelo impeachment é uma tentativa de 'golpe' contra o resultado da eleição. "Isso não tem sentido. A direita ficou irritada por ter perdido a eleição e acha que podem criar essa 'onda'. Eles estão junto com a imprensa em uma campanha forte pra desestabilizar o governo da Dilma. Existe um costume no Brasil de chamar de opinião pública o que é opinião publicada", opinou.

O impeachment é uma decisão jurídica ou política?

Os dois juristas entendem que, apesar da discussão sobre as leis em torno do tema, um impeachment depende muito mais de uma vontade política do que de um embasamento jurídico. "É uma decisão muito mais política do que jurídica. Até deveria ser mais jurídica do que política, mas não é. É o Legislativo que decide e seria preciso que o Legislativo estivesse muito fanatizado para isso acontecer. Não e fácil contrariar a vontade do povo nas ruas", disse Bandeira de Mello.
Ele explica que, para que um presidente seja afastado de suas funções, o processo de impeachment precisa ser aprovado primeiro na Câmara por dois terços dos deputados, e depois no Senado, pela mesma proporção. Por conta disso, Ives Gandra Martins também concorda que a discussão é muito mais política do que jurídica. "O argumento jurídico é para dar base à discussão. Pode-se discutir juridicamente, mas se a Câmara afastar o presidente, dificilmente o STF (Supremo Tribunal Federal) iria contestar uma decisão da Câmara."
O especialista em Direito Constitucional Pedro Serrano afirma, porém, que, apesar de o Legislativo ter o poder de 'julgar' um processo de impeachment, esse julgamento não é puramente político, porque precisa ser feito sob critérios legais. "O Congresso não pode inventar um processo de impeachment, isso seria uma forma de golpe. Ele só pode julgar um processo desses nas hipóteses previstas na lei. A pessoa que decide é o Congresso, mas ele decide a partir de um processo legítimo", explicou.
"Se ela fosse cassada por esses motivos (mencionados por Gandra), ela (Dilma) poderia recorrer ao Judiciário alegando que argumentos não são fundamentáveis juridicamente. E aí ela pode conseguir uma liminar que suspende a decisão do Congresso, porque a decisão em última instância é sempre do STF. O Congresso julga de acordo com as leis e não de acordo com a vontade dele."

No atual cenário, qual é a probabilidade de existir um impeachment?

Apesar de ter escrito um parecer jurídico que dá base a um eventual impeachment da presidente Dilma, o jurista Ives Gandra Martins entende que essa é uma hipótese que dificilmente se concretizará no atual cenário. "Eu tenho a impressão que, juridicamente tem base, mas dificilmente um presidente não tem um terço do Congresso do seu lado", explica. "Acho que a única probabilidade de isso acontecer é a manifestação do dia 15 ser de tal ordem que faça com que os deputados percebam que é ruim para eles ficar do lado dela, porque 'pega mal' ficar do lado de uma pessoa que é tão criticada. Mas politicamente é improvável."
Lembrando a única situação de impeachment vivida no país - quando Fernando Collor de Melo foi afastado do cargo por denúncias de corrupção, em 1992 -, o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello reitera que seria muito difícil a situação se repetir agora. "O impeachment só acontece nos casos que são chamados 'crimes de responsabilidade'. Isso é uma coisa rara e difícil de acontecer, tanto que na história do Brasil, só houve o caso do Collor - mas ele também passou dos limites", afirmou.
Segundo Bandeira de Mello, o 'clamor' pelo impeachment será uma onda passageira que não deve durar muito. Mas Ives Gandra alerta que há um risco de a crise política do país ficar 'insustentável', caso as medidas de austeridade propostas pelo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não sejam aprovadas em breve. "O problema é que na medida em que Dilma continua no poder, ninguém mais acredita na sua capacidade de solucionar o problema da economia. Se o Joaquim Levy não tiver confiança das pessoas, o Brasil se torna ingovernável. A solução dela seria a aprovação das medidas dele."

Promoção na camisa do Botafogo fará empresa ser autuada por propaganda enganosa



A Casa & Video foi tema central de discussões nas últimas semanas, após os patrocínios pontuais na camisa do Botafogo. Mas a mudança de preços de um secador de cabelos no intervalo da derrota alvinegra por 3 a 1 para o Fluminense, no Maracanã, pode acabar mal para a empresa. O Procon autuará a empresa por propaganda enganosa, que poderá ser multada, de acordo com o site do "Extra".
O anúncio do secador nas costas do uniforme alvinegro começou o clássico com o preço de R$ 49. Só que, após o fim da primeira etapa e o gol de Jobson, o produto teve 20% de desconto e caiu para R$ 39.
Para o Procon, o anúncio foi desleal. Durante a semana, a empresa promoveu uma enquete no Facebook para que os consumidores escolhessem o produto que seria colocado no uniforme do Glorioso.
- Foi propaganda desleal que feriu a boa-fé. Suponhamos que alguém levantou no intervalo do jogo e foi até uma Casa & Video comprar o secador de presente para a mulher. Só que, quando voltou para casa, percebeu que tinha sido enganado em R$ 10. Pode-se sempre baixar o preço, mas nada justifica que se faça a mudança num período tão curto, até porque eles sabiam que fariam isso. Tanto que levaram duas camisas, uma para o primeiro tempo, outra para o segundo. Não fizeram as camisas em 15 minutos - explicou a deputada Cidinha Campos, secretária de Proteção e Defesa do Consumidor.
A Casa & Video será enquadrada no artigo 6, inciso 4, que fala dos direitos básicos do consumidor e sobre "a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços".

Colisão de helicópteros mata membros de reality show na Argentina



Dois helicópteros colidiram em pleno voo, na província de La Rioja, no norte da Argentina, matando 10 pessoas, incluindo oito membros franceses de um reality show, comunicaram autoridades argentinas, nesta segunda-feira (09/03).
"São oito pessoas de origem francesa e dois pilotos argentinos, um do governo de La Rioja e outro da província de Santiago Del Estero", disse o prefeito do departamento de General Lamadrid, Andrés Navarrete.
Um porta-voz provincial, Horácio Alarcón, afirmou que os dois helicópteros aparentemente colidiram durante o voo, enquanto filmagens eram realizadas para um programa televisivo de competição de resistência e sobrevivência. "Não houve sobreviventes", confirmou. Ele também disse que as condições meteorológicas eram boas e que a causa do acidente ainda era desconhecida.
A colisão ocorreu nas cercanias de Villa Castelli, no departamento de General Lamadrid, aproximadamente 400 quilômetros da capital provincial. A região montanhosa é popular entre turistas e há anos era palco das filmagens do programa televisivo.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Mau hálito é a maior causa de fracasso no primeiro encontro

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Uma pesquisa feita por um site britânico de relacionamentos revelou que o mau hálito é o principal responsável pelo fracasso dos primeiros encontros. Na pesquisa, feita com mil ingleses entre homens e mulheres, a halitose foi citada por 79% dos entrevistados.

Mas a halitose não prejudica somente os primeiros encontros. Tem crescido bastante o número de casais que têm procurado, depois de anos juntos, especialistas no assunto para ajudá-los a lidar com a situação. “Vários casais vêm ao consultório pedir a nossa intervenção nessa questão, pois consideram falar sobre o problema com o(a) parceiro(a) algo muito difícil. Para eles, o especialista pode abordar o tema de forma técnica e sem constranger a pessoa”, diz Alênio Calil, vice-presidente da SOBREHALI (Sociedade Brasileira de Halitose). 

Porém, mesmo julgando a busca por um profissional uma coisa boa e necessária, Alênio acredita que a primeira coisa que deve ser feita diante deste problema é conversar sobre o assunto com o (a) parceiro (a), sem medo nem constrangimentos. “Uma dica prática que dou para quem tem muita dificuldade em fazer o alerta é dizer que leu um artigo na revista sobre halitose e que esse mal pode indicar um problema de saúde mais sério e, portanto, quem sofre com isso deve procurar saber o que está acontecendo”, diz o especialista. 
A importância do alerta também se dá uma vez que a pessoa que sofre com o mau hálito não consegue sentir o cheiro que exala da boca. Essa condição se chama fadiga olfatória e acontece quando o nariz se acostuma com o mau cheiro e não acusa mais o problema. 
Vá com o hálito fresco no primeiro encontro
E se o primeiro encontro com aquela pessoa especial for daqui a alguns dias? Calma, nem tudo está perdido. Como mais de 90% dos casos de halitose são de origem bucal, a higienização bem feita antes de encontrar o (a) paquera com certeza irá ajudar a melhorar a halitose. 

“Se a pessoa passar o fio dental, escovar os dentes, usar um raspador lingual e fazer bochecho e/ou gargarejo com um enxaguante bucal com uma boa ação bactericida todos os dias com certeza ela irá melhorar o hálito, tornando-o mais fresco e agradável, pronto para o primeiro beijo do casal sem constrangimentos”, diz Alênio.