quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Ator de "Drácula: A História Nunca Contada" diz que filme é o "Batman Begins" do vampiro

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Drácula já foi tão personificado no cinema (Bela Lugosi, Christopher Lee, Frank Langella) que qualquer notícia sobre uma nova adaptação do personagem de Bram Stoker passa meio despercebida.
Não foi diferente com "Drácula: A História Nunca Contada", que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23). Depois do cancelamento sem perdão da série de TV “Dracula”, protagonizada por Jonathan Rhys Meyers (“Missão: Impossível III”), a curiosidade em relação ao filme caiu assustadoramente.
Mas havia um componente mais pessoal. Sou fanático pelo “Drácula” dirigido por Francis Ford Coppola, em 1992. E o novo longa malandramente usa elementos da obra, turbinando a encarnação “histórica” que teria sido a inspiração para o vampiro mais famosos do cinema -apesar de não ser bem assim.
É o ‘Batman Begins’ do Drácula. Aliás, ‘Dracuman Begins’”, brinca Luke Evans, que interpreta Vlad, O Empalador, homem que um dia seria conhecido como Conde Drácula. Vlad, na verdade, é considerado um herói na Romênia por ter liderado um pequeno exército contra os poderosos Otomanos e Turcos no século 15 -sua tática era empalar os prisioneiros para causar pavor entre os inimigos.
No filme dirigido pelo novato Gary Shore há uma tentativa bem maior de lembrar os efeitos de “300”, de Zack Snyder, do que o requinte visual de Coppola. Mas, no seu núcleo, é semelhante ao que fizeram em “Malévola”: Vlad é uma figura mais trágica do que puramente má, transformada por um mestre vampiro (Charles Dance, o lorde Tywin Lannister de “Game of Thrones) para poder defender suas terras de um sultão turco (Dominic Cooper). 
"É o maior papel da minha carreira’", afirma Evans. “Nada me preparou para o espectro de emoções do personagem. Eu sabia que interpretar um humano transformado em vampiro seria um grande esforço, mas precisei mergulhar no sentimento de vício, desespero e responsabilidade de Vlad.”
Evans, que poderá ser visto novamente em “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”, previsto para dezembro, conta que não teve outro Drácula na mente, apenas o vivido por Gary Oldman em 1992. “Ele teve um grande impacto na minha caracterização”, admite. “Ele acertou no ponto, não apenas no Drácula jovem, mas também no velho. Ajudou bastante na minha jornada.”
Uma jornada que pode continuar. Mesmo não rendendo de forma espetacular nos Estados Unidos (US$ 42 milhões), “Drácula: A História Nunca Contada” já rendeu quase US$ 140 milhões no mundo todo em apenas duas semanas, o dobro do orçamento inicial.
Antes, porém, Evans assume o papel de Eric Draven em mais uma reinvenção de “O Corvo”, baseado dos quadrinhos de James O’Barr. “Vamos voltar à história original, que é um pouco diferente do filme [lançado em 1994, com Brandon Lee no papel principal] que conhecemos e amamos”, explica o ator sobre o projeto escrito pelo músico e roteirista Nick Cave. “Há muita coisa na graphic novel que foi cortada, alguns personagens. Estamos esperando o sinal verde. Estou dentro, mas ainda não há data para começar a filmar.”

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